A Terra do Rei do Café
Um pequeno povoado cresceu junto à Capela de Sant’Anna do Piraí, erguida em 1772, e
rapidamente atraiu colonos em busca de terras férteis. O que veio a seguir foi uma história de
riqueza extraordinária: Piraí tornou-se o domínio de Joaquim José de Souza Breves, o maior
cafeicultor do Brasil, que chegou a produzir sozinho cerca de 1,5% de toda a safra nacional.
Impressionado, o Imperador Dom Pedro II o apelidou de “Rei do Café”. Em meados do século
XIX, havia em Piraí nada menos que 268 cafeicultores.
O legado desse período pode ser sentido no Casarão Histórico de Arrozal, construído por volta
de 1836 pela família Breves, e na Igreja Matriz de Sant’Ana, cuja construção foi iniciada em
1829 com mão de obra escrava e cujo teto recebeu, nos anos 1950, uma bela pintura bíblica do
artista mineiro Geraldo de Oliveira. A Casa de Cultura, instalada em um elegante edifício
neoclássico tardio de 1916, abriga um memorial permanente dedicado à vedete Virgínia Lane,
símbolo da cidade.
Hoje, Piraí é também destino de natureza. A Praça Getúlio Vargas — conhecida como Praça da
Preguiça, pois bicho-preguiça aparece por ali com alguma regularidade — é rodeada de
palmeiras imperiais e serve de palco para o animado Piraí Fest em outubro. O Parque Natural
Mata do Amador, com 164.000 m² no coração da cidade, e o vasto Reservatório de Ribeirão
das Lajes, da Light, completam um cenário de rara beleza natural.
Principais atrativos: Casarão Histórico de Arrozal; Igreja Matriz de Sant’Ana; Casa de Cultura
(Memorial Virgínia Lane); Parque Natural Mata do Amador; Reservatório de Ribeirão das Lajes;
Cachoeira dos Três Saltos
Curiosidade: Joaquim José de Souza Breves, o “Rei do Café” de Piraí, foi também o maior
importador de escravos do Brasil — uma figura que encarna, em toda a sua contradição, a
grandeza e a tragédia do ciclo cafeeiro.